Aproximados os trintas dias que deságuo no Monte do Chão[1], as andanças caminham em direção as pegadas das gerações que abriram algumas trilhas nesse pedaço de terra tapajônica. Iniciamos o processo criativo a partir de algumas lendas nascidas com as infâncias das avós que viveram a Vila.
As crianças recontam a sua maneira, e no “não sei se é verdade” deram vida a momentos que não voltam mais. Ouvimos muitos causos como a lenda do Museu do Indio (hoje em ruínas) que inclusive foi a escolhida pelo grupo para virar uma espécie de jogo da memória. Esta lenda foi recontada pelo João, caboclinho neto de vovó nativa.
Compartilho ao meio um fragmento visual registrado no brotinho de uma cena criada por eles, onde as tucandeiras do compositor regional Celdo Braga aqueceram as brincadeiras para na memória do povo tukano de Manaus tocarem o ritmo da cena.
[1] Monte do Chão nome dado pelo povo Borari antes da chegada dos portugueses que fizeram da aldeia sede da missão de N.S. de Purificação dos Boraris.
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