Bajara Teatro de Encantarias

Bajara Teatro de Encantarias

sábado, 23 de abril de 2011

Danças e Andanças: O Teatro Antropológico no Lendário Amazônico

          
          
            
  Depois de duas semanas intensas e de muito trabalho, entre buscas e organizações diversas, (lugar para morar, espaço para a oficina, planejamento, divulgação, emoções, adaptações  temporais  e toda a produção que envolve o início de uma jornada sociocultural) esta  semana dei início as primeiras turmas: segundas-feiras crianças a partir de sete anos e as quartas- feiras adultos e jovens.
  A relação com o espaço foi um pouco além das caminhadas direcionadas. Um centro comunitário abandonado (hoje com uma parte já limpinha) os convidam para uma dança, onde a mão na massa também será um dos métodos utilizados.

  Apesar da dificuldade de encontrar um espaço disponível e que atendesse as exigências mínimas, (chão rastejável e um teto) o que me “restou” virou uma oportunidade de mais uma intervenção literalmente cênica onde o conflito será um pontapé para a revitalização de um espaço degradado a partir do teatro.  E como disse o seu Iná, canoeiro e morador da Vila (e um ótimo narrador) que tive o prazer de conhecer em uma dessas conversas de beira de rio: “ Dharma a gente transforma, Carma a gente carrega.”
     A primeira semana em Alter foi  iniciada com as boas vindas de uma turma crianças e adolescentes a partir da oficina de dança expressiva, dando uma forte aquecida e que agora faz parte das minhas andanças até junho. Essa proposta colaborativa foi a convite do projeto Roda Gigante realizado pela organização proponente do Ponto de Cultura da Oca, o Vila Viva, que há mais de dez anos desenvolve na região ações de cunho socioambiental, artístico e educacional. 
     E de encontros e vivências, de Itaquera a Alter do Chão, de encantos e desencantos, inverno e época de cheia, entre luas novas e luas inteiras, belezas e grandes ameaças que pairam e se instalam sob a Amazônia, seus povos e sua memória, que o projeto Danças e Andanças observa os passos que conduzirão esta pesquisa rumo ao desconhecido que habita nas estórias de vidas  e na alma deste lugar terra, deste lugar sonho.


  Evoé Tupaiús[1]!







                       



                                    





[1] Os Tupaiús foram os primeiros habitantes do entorno do Rio Tapajós, um povo guerreiro e muito criativo.