Bajara Teatro de Encantarias

Bajara Teatro de Encantarias

A Arte Roubada

     
    O Museu em Movimento: O grito das massas na fisicalidade das cores e do tempo


O que te desvenda?
                                   
  
  O projeto de vídeodança experimental Pinacoteca no Imaginário Paulistano da Bajara Teatro de Encantarias nasce em parceria com os diretores Jonilson Montalvão e Eliana Maurelli  dentro do núcleo de “Ações Multiplicadoras: O museu e a inclusão sociocultural” realizado da Pinacoteca do Estado no primeiro semestre de 2010.

 Com a reforma do acervo no inicio do projeto, seguimos a pesquisa paralela a outros processos de vídeo e performances que alimentou e impulsionou nesta retomada e desde janeiro as experimentações vingaram um repertório com a proposta de dialogar olhares e movimento a partir da imobilidade escultural de corpos em seus instantes seculares, no vértice com as principais obras do pintor Almeida Junior sob o pensamento de Lygia Clark.
  O museu em movimento é um traçado de movimento autêntico com pinceladas de butoh e fragmentos de narrativas gestuais de dois personagens nômades, que vagaram pelas ruas do centro de São Paulo em busca de autoretratos contemporâneos da corporeidade dos habitantes das ruas mais urbanecidas da cidade. 






 Algumas imagens da apresentação
 de videodança experimental
 "Desvendo",
apresentada
 no Barracão das Artes
no dia 18 de agosto de 2012.




O espaço dialogou com duas projeções simultâneas: uma da intervenção realizada na Pinacoteca do Estado e a outra projeção foi editada a partir de performances espontâneas do centro da cidade, inclusive durante uma manifestação de movimentos de moradia da região que ocupavam as ruas em protesto contra as deliberações do atual prefeito em relação as reintegrações de posse de prédios dito"desocupados".




Diálogos que se estederam para além do corpo em seus lugares. A Pinacoteca do Estado, enquanto um prédio a ser mais ocupável, ao sair dele levamos no corpo um pouco das suas paredes e molduras impregnadas de história em fusão com o movimento das ruas. Podemos perceber por um lado de tantas facetas caleidoscópicas da relação do corpo com a memória dos espaços que "a Pinacoteca é um guarda roupa do que explode nas ruas."

palco Desvendo no Barracão



 

 

E quando pensamos no "museu e a inclusão sociocultural", como proposta nesta parceria, que tipo de "direito" que nos é sugerido enquanto ocupação de um espaço público? Quem comtempla e quem pode ser contemplado dentro e fora das molduras e seus inúmeros conceitos? Quais as relações que estreitam o abismo entre a população, em especial a classe trabalhadora, e o convívio, o contato físico com a arte e os espaços que abrigam sua memória? 

A "Saudade" de Almeida Junior ao fundo, fecunda o espaço




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