Uma das boas novas é que a comunidade de São Braz conhecida por seus eixos fortes, igarapés e o festival do tacacá, recebeu de braços abertos as andanças cênicas deste rumo que se segue. E mais uma turma entra na dança com a geração que faltava: os adolescentes.
Nessa mesma semana iniciamos também o processo criativo da construção dos figurinos, onde a fonte de inspiração e muita poesia, foi a senhora Dica Frazão, uma grande artesã da região de Santarém que com os seus 94 anos teceu e continua tecendo muitas histórias por meio das suas costuras vivas. Dica produziu por mais de 50 anos roupas feitas a partir de plantas como o patchouli, malva e hoje mantém o seu museu vivo, com a artista homenageada em vida, o Museu Dica Frazão.
Adelina, uma das jovens investigadoras no processo e recém aprendiz da Dona Dica, vai dar uma super força nos figurinos a partir da sua experiência em costura, contando com a produção coletiva e a orientação oral, sensorial e poética da jovem senhora. Uma falha médica roubou as cores de um de seus olhos e Dica não ensina mais a costura por meio da costura, um fato que felizmente não apaga a necessidade de deixar pra semente aquilo que aprendeu como a própria semente.
As Andanças conta ainda com a parceria do professor de história e pesquisador Daniel Wegmann, que além de nos guiar a alguns personagens memoriáveis dentro de sua pesquisa, ele orientará a nossa dramaturgia.
E de tantos em tantas emoções e desafios, esse mês de junho promete algumas surpresas boas depois de tanto suor que se escorre sob este sol que nos nortea...
| memórias que navegam sob as histórias do jovem catraieiro Rafael aos ouvidos de João e Carol |
| Dona Maria e tia da Iris, uma das jovens investigadoras |
| mãos que tecem gerações |
| Adelina e Dona Dica |
| Sr, Civito, fundador do famoso bloco de rua "Espanta Cão" |
| Museu e memória viva |
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